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terça-feira, 12 de junho de 2012

Aprenda a Asa Branca

Todo nordestino que se preze tem que saber pelo menos um trechinho da música Asa Branca de Luiz Gonzaga, se você ainda não sabe, "solte o vídeo" e cante:


Quando olhei a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu perguntei à Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação

Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de plantação
Por falta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão

Até mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Então eu disse adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração

Quando o verde dos teus olhos
Se espalhar na plantação
Eu te asseguro, não chores, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração

Hoje longe muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra eu voltar pro meu sertão
Pedro Vinícius

Do berço ao sucesso

       Luiz Gonzaga nasceu no dia 13 de dezembro de 1912 (dia de Santa Luzia) e faleceu em 2 de agosto de 1989 (com 76 anos). Nasceu na Fazenda Caiçara, na zona rural de Exu, cidade do sertão de Pernambuco. Seu pai era Januário, trabalhador da roça e nas horas vagas tocava acordeão.
        O rei do baião, como foi consagrado, aprendeu a tocar acordeão com seu pai e sempre o acompanhava nas festas e bailes. Gonzaga sempre se manteve fiel à sua cultura e suas origens, apesar de seguir carreira no sul do Brasil. A canção que o consagrou foi Asa Branca, que compôs em 1947, em parceria com o advogado cearense Humberto Teixeira.
       Em sua mocidade se apaixonou por Nazarena, uma moça que morava na região, porém seu pai, o coronel Raimundo Deolindo, não permitiu e Luiz Gonzaga acabou ameaçando-o de morte e terminou fugindo de casa e ingressando no exército na cidade de Crato, no Ceará.
       No ano de 1939, deu baixa do exército do Rio de Janeiro, decidido a se dedicar à música. Então começou a tocar em zonas de meretrício. Luiz Gonzaga se apresentava em programas de calouros, totalmente sem sucesso, com um repertório internacional. Quando, no programa de Ary Barroso, ele foi aplaudido executando a música Vira e Mexe. Daí veio sua primeira contratação, na Rádio Nacional.
       Em 1945 gravou sua primeira música como cantor e nesse mesmo ano, uma cantora de coro chamada Odaleia Guedes deu à luz a um filho de Luiz Gonzaga, o Gonzaguinha. Em 1948, se casou com Helena Cavalcanti com quem teve uma filha chamada Rosinha.
       O fim do rei do baião veio em 1989 com uma parada cárdio-respiratória no Hospital Santa Joana, na cidade de Recife. Seu corpo foi velado em Juazeiro do Norte e depois, sepultado em sua terra natal. Lá se foi o compositor, o cantor, o músico, o poeta, o rei.




Gabriela Medeiros

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Daniela Mercury homenageia o rei do baião

Estrela homenageando estrela, Daniela Mercury mostra sua admiração por Luiz Gonzaga no vídeo abaixo e "solta o gó gó" provando seu amor pela obra do rei. Confira:



Não percam as próximas postagens!

 Até a próxima, Amanda Lemos =*

Você é uma simpatia!

       As simpatias já fazem parte da cultura do nordestino. Elas existem para os mais diversos fins, principalmente quando o assunto é o amor.
       Vamos dar uma olhadinha nas mais conhecidas:


Para se livrar da sogra



Para se livrar do olho grande


Para trazer felicidade


Para ganhar muito dinheiro


Para cortar cabelo na lua certa


Para desencalhar mulher feia


Para não ficar mal falada

Bem, é bom eu terminar por aqui, porque se for dar uma lista no mínimo razoável vocês vão se cansar, então pessoal, até a próxima!


Beijos, Amanda Lemos.



sábado, 2 de junho de 2012

O voo da Asa Branca

     Inspiração para Luiz Gonzaga, a Asa Branca pode ser considerada o pássaro mais conhecido de nossa fauna. Cientificamente chamada de columba picazuro, esta ave pode chegar a medir aproximadamente trinta e sete centímetros. Seu apelido (asa branca) deve-se à coloração branca de suas asas misturada com a cor acinzentada predominante em seu corpo.

Mistura da cor branca com acinzentada em suas asas e em algumas
partes de seu corpo

Voo da Asa Branca

     Como a própria música diz, o local onde a ave é encontrada é o sertão, mas também pode ser encontrada em regiões do cerrado. A alimentação da mesma são pequenos frutos, insetos e sementes.
     É característico da asa branca, na época de reprodução, construir seu ninho no topo das árvores, usando, para isso, gravetos cruzados.

Ninho da columba picazuro (asa branca)



E como cantarolava Luiz Gonzaga: "Inté mesmo a asa branca bateu asas do sertão, 'intoce' eu disse adeus Rosinha, guarda contigo meu coração". Assim, percebemos como essa linda ave, dádiva do sertão, se destaca e participa de forma significativa em nossa cultura, ou seja, mais uma dentre as marcas que o semiárido nordestino tem exercido.


Até o nosso próximo encontro,
Isla Helena.

 

 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Boas Vindas

       Olá pessoal! É com grande prazer que estreamos este blog com o intuito de reafirmar a cultura do nosso Nordeste através do centenário do rei do baião, Luiz Gonzaga.
       Com auxílio de nossos professores de língua portuguesa, estamos guiando um projeto, buscando trazer uma nova perspectiva, novas informações e novos ângulos do que o Nordeste pode proporcionar, e abordar, também, toda sua originalidade e funcionalidade.
        Os professores José Augusto, Conceição Ferreira e Wanda Patrícia são os fundadores desta ideia e com muita dedicação nós, alunos da 2ª série do ensino médio do Colégio Panorama, em Campina Grande, "entramos no barco".
        Cada análise, cada notícia, cada artigo retratará de forma especial o melhor de nossa terra e buscaremos com todo vigor, proporcionar-lhes uma "viagem" inédita a essa Mixtura que é o Sertão.


Até a próxima,
Adrian Matheus, Amanda Lemos, Anne Muniz, Gabriela Medeiros e Isla Helena.